Neurociência x Religião : O "despertar" de Sam Harris

Sam Harris (1967) é um escritor, filósofo, e neurocientista americano.

É o autor de "O Fim da Fé" (2004) (no português brasileiro, "A Morte da Fé"), laureado com o prêmio PEN/Martha Albrand em 2005, e de "Carta a Uma Nação Cristã" (2006), uma resposta elaborada às críticas que o livro anterior recebeu. Quando Sam Harris soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) - uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a 'razão', a 'honestidade' e o 'amor'.

Além de filósofo da moral e célebre ateísta, Sam Harris é um praticante entusiasmado de meditação, tendo viajado o mundo para estudar com diversos gurus. Para o filósofo americano Sam Harris é possível ter experiências espirituais sem passar pelo caminho da religião.

Após ter sido intensamente criticado em consequência de suas críticas à dogmática religiosa, Harris é cauteloso em revelar detalhes sobre sua vida pessoal e sobre seu passado.

Ele disse ter sido criado por uma mãe judia e por um pai Quaker, e disse para a revista Newsweek que quando era criança, teria recusado fazer a cerimônia Bar mitzvá.

Ele frequentou a Universidade de Stanford, na condição de aluno de graduação em língua inglesa, mas deixou os estudos depois de uma experiência com a droga LSD, que lhe alterou a perspectiva de vida.

Durante esse período estudou o budismo e a meditação e leu centenas de livros sobre religião.

Após onze anos, retornou para Stanford onde obteve a sua graduação em filosofia. Mais tarde obteve o seu doutorado em neurociência na Universidade da Califórnia em Los Angeles, utilizando imagens de ressonância magnética para conduzir pesquisas sobre a base neurológica das crenças, descrenças, e incertezas.

A mensagem básica de Harris é a de que chegou a hora de questionar livremente a ideia de fé religiosa. Ele entende que a sobrevivência da civilização está em perigo devido ao tabu de não se permitir questionar as crenças religiosas. Enquanto realça o que ele considera como um problema particular posto pelo Islã neste momento com relação ao terrorismo internacional, Harris diretamente critica as religiões de todos os tipos e tendências. Ele enxerga a religião como um impedimento para o progresso em relação a abordagens mais esclarecidas da ética e da espiritualidade.

Em seu novo livro "Despertar", ele concilia os dois aspectos de sua vida e comprova como a meditação e a prática contemplativa não têm como pré-requisito qualquer tipo de crença “mística” ou “espiritual”; pelo contrário, para ele a meditação provaria que esses conceitos não existem. Harris se vale de seu próprio envolvimento com a prática e de aspectos da neurociência e da filosofia para provar seu argumento.

Independente se Sam Harris está equivocado ou não , o importante é que ele como neurocientista , confirmou a existência de um "despertar"da consciência que nós cristãos referimos como uma experiência de Deus (encontro pessoal) que nos leva a conversão (metanoia).

Os caminhos sao diferentes , mas a existência e o encontro com uma outra realidade que é movida pelo amor , isso não há mais discussão entre a Ciência e a Fé.

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