Da Hostilidade à Hospitalidade


O chamado para a vida cristã é um chamado comunhão , à hospitalidade. A conversão é o movimento que nos leva da hostilidade à hospitalidade , criando o espaço necessário para a manifestação do amor de Deus.

Ser um bom hospedeiro não significa trazer pessoas para o nosso lado, para pensarem o que pensamos. A hospitalidade implica em criar os espaços vazios para abrigar os outros. Isto não é fácil. O acolhimento de pessoas estranhas , embora traga consigo seus riscos , sempre fez parte da revelação de Deus e seus propósitos para os homens. Quando a hostilidade se transforma em hospitalidade e estranhos são acolhidos e transformados em hóspedes , podemos experimentar a alegria de ver promessas sendo cumpridas.

‘Não negligencieis a hospitalidade , pois alguns , raticando-a , sem o saber, acolheram anjos”(Hb 13.2).

Fechar as portas da hospitalidade é privar-se da companhia dos anjos do Senhor.

Ser um bom hospedeiro não é apenas receber bem os outros em nossas casas , é mais do que isso. É abrir o coração para acolher o estranho e permitir que ele encontre ali o ambiente adequado para experimentar a transformação e o crescimento.

Henry Nouwen nos fala da pobreza de espírito como elemento indispensável para abrir o caminho para a hospitalidade. Ele menciona dois tipos de pobreza. O primeiro é a pobreza da mente. Para ele , é impossível encontrar espaço e sentir-se hóspede de alguém que está sempre convencido de tudo, que tem respostas para tudo , cuja a mente esta completamente tomada de ideias , conceitos , opiniões e convicções , sem nenhum espaço para ouvir , nenhuma abertura para descobrir o dom do outro. Para ele, pobreza de mente é uma atitude espiritual que nos torna capazes de reconhecer a incompreensibilidade do mistério da vida.

A segunda pobreza necessária para a hospitalidade é a pobreza do coração. É impossível criar espaço e sentir-se hóspede de alguém que está com o coração cheio de preconceitos , ciúmes e medos.

A hospitalidade é uma graça que o Espírito Santo nos concede num mundo cheio de hostilidade e desconfianças , onde aprendemos a nos abrir para Deus e para o outro , acolhendo os estranhos do nosso caminho para experimentar com eles as promessas de Deus.

Fonte: “Janelas para Vida”. Ricardo Barbosa de Sousa.

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