Você realmente é discípulo de Jesus?

Há um defeito fatal na vida da igreja cristã do século 21: a falta de discipulado verdadeiro. E o que é ser discípulo de Jesus ? Ser discípulo de Jesus significa deixar seus interesses pessoais em segundo plano para seguir a Cristo. No entanto, para muitos supostos cristãos de hoje (talvez a maioria) acontece que, embora haja muita conversa sobre Cristo e muita atividade religiosa, poucos estão de fato seguindo a Cristo.

Muitos que o chamam “Senhor, Senhor” não são verdadeiros cristãos (Mt 7,21).

Jesus comparou os cristãos nominais (que se dizem cristãos, mas não são verdadeiramente convertidos) às mulheres que esperavam a chegada do noivo para a festa de casamento. No entanto, estavam despreparadas e foram deixadas de fora. Não foram salvas. Em outro texto, comparou os cristãos nominais a um homem que recebeu um talento para investir, mas falhou, e, no dia do acerto de contas, foi condenado pelo Senhor. Jesus disse: “lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 25,30).

Tais pessoas chamavam Jesus de Senhor. Consideravam-se genuinamente convertidas. Contudo, não eram cristãs e por isso foram condenadas.

E por que este grave erro acontece tanto hoje em nossa igreja?

Porque as pessoas querem somente o “Jesus Salvador”, mas não o “Jesus Senhor”, ou seja, as pessoas procuram Jesus para receberem bênçãos, milagres, curas, prosperidade, porém se recusam a seguir realmente Jesus. Em resumo, existe uma fé interessada somente nos benefícios que Jesus pode me oferecer, porém que se nega a segui-lo, a obedece-lo, a viver uma vida cristã.

Este é o chamado cristianismo “light”, muito comum hoje em dia, em que Jesus é uma espécie de “office boy celeste” que está a serviço do crente quando for preciso.

Mas fiquem sabendo que este cristianismo não salva ninguém!!! Por que? Porque não existe conversão, não existe mudança de vida. O que existe é somente interesse em possíveis benefícios recebidos, e vontade de sentir um “bem-estar” quando participando de uma celebração.

Porém, terminada a celebração, a pessoa “volta para o mundo’ com um comportamento bem diferente do que ela mostrou dentro da igreja.

No evangelho, este tipo de religioso foi qualificado por Jesus como hipócrita, pessoas falsas, pessoas que por fora pareciam “homens de Deus”, mas por dentro o coração era mundano.

Esta “farsa religiosa” presente nos fariseus na época de Jesus, hoje se repete com todo o seu esplendor em nossas igrejas.

Está na hora dos que se dizem cristãos se perguntarem: O que procuro na igreja? O Deus dos milagres ou os milagres de Deus? Estou decidido em realmente mudar minha vida por Jesus ou apenas estou procurando seus “benefícios”? Será que vou na missa para ser visto como uma pessoa religiosa ou realmente decidi por Jesus?

A verdadeira fé tem que ser traduzida em uma mudança radical de vida, um testemunho, uma realidade vista por todos e que nem precisa ser falada. Isto porque, uma fé sem transformação pessoal, sem obras é uma fé morta (Tiago2,17).

Livro referencia: O discipulado segundo Jesus. James Montgomery Boice. Editora Cultura Cristã

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