Você está realmente disposto a mudar?


“Despojai-vos do homem velho e dos seus atos e revesti-vos do homem novo, que se renova no conhecimento, segundo a imagem de quem o criou”. Estas palavras de São Paulo na carta aos Efésios nos levam ao principio de toda a vida verdadeiramente cristã que é o profundo desejo de nos tornarmos “homens novos” em Jesus Cristo, a íntima disposição de nos libertarmos do ‘homem velho”e a disposição de nos convertermos em homens totalmente diferentes por meio de uma mudança radical.

Entretanto uma grande parte dos que se dizem cristãos, possuem uma disposição limitada de mudança. Esforçam-se por seguir os mandamentos e por se despojarem daqueles defeitos que reconhecem culposos, mas não têm vontade nem disposição de se converterem num ser completamente novo, de romper com as medidas puramente humanas, de considerar tudo a luz do sobrenatural; não se decidem a uma total metanoia, a uma verdadeira transformação. De fato, apoiam-se com maior firmeza naquilo que, segundo medidas humanas , lhes parece justo. Em consciência, não se afastam da ideia de uma afirmação pessoal do mundo. Não se julgam obrigados, por exemplo, a amar os inimigos, permitem-se até um certo grau de desenvolvimento do orgulho, e julgam-se com direito a repelir, segundo as relações naturais , a qualquer humilhação. Parece-lhes perfeitamente natural e compreensível a pretensão de serem bem considerados no mundo afinal de contas, não querem passar por “loucos por Cristo”.

Em resumo, uma grande parte das pessoas que se dizem cristãs e frequentam as igrejas ficam “em cima do muro”. E nesta questão de conversão não existe esta possibilidade de ficar no meio termo. Ou você está na luz ou nas trevas. Ou você escolhe a morte ou a vida. Quem fica “em cima do muro” acaba caindo do muro e, pior, cai para o lado do “mundo”.

Fica então estabelecida uma separação decisiva entre a disposição de mudança mais ou menos condicionada e a disposição de mudança absoluta e incondicionada, que podemos definir como a disposição de se converter em outro homem.

Só possui a plena e incondicionada vontade de mudar aquele que, ao ouvir da boca do Senhor: “segue-me”, segue realmente o Senhor “deixando tudo” da velha vida.

Esta disposição de mudança, constitui o primeiro pressuposto de transformação em Cristo.

Nesta disposição de mudar exprime-se a entrega incondicional a Deus, a consciência de nossa própria impotência, a verdadeira vida de fé, a amorosa inclinação para Deus, as quais encontram a mais elevada expressão nas palavras de Maria mãe de Jesus: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra’.

É preciso termos uma sede insaciável de nos convertermos num homem novo para todas as coisas. Este impulso tem que nos levar aos braços de Cristo, para que a nossa transformação vá muito além daquilo que poderíamos ter imaginado. É necessário que possamos exclamar como São Paulo a caminho de Damasco: “Senhor que queres que eu faça? “

O nosso ser deve se tornar como uma cera branda, em que o rosto de Cristo possa ser impresso e sermos a imagem e semelhança Dele.

Você está disposto a mudar? Ou vai ficar em cima do muro?

Sugestão de leitura: A nossa transformação em Cristo. Dietrich von Hildebrand

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